Estar preparado para a hora de parar é fundamental. Mas não estamos falando somente na parte financeira: o psicológico também precisa ser trabalhado para evitar a depressão.
Medo, alívio. Os sentimentos se misturam quando se pensa a respeito da aposentadoria. Quem tem mais tempo até o período de parar de trabalhar geralmente não se preocupa com o que será do futuro. Mas a verdade é que aqueles que se planejam desde cedo conseguem se organizar muito melhor para manter a renda que tinham enquanto trabalhavam.
O economista Celso Pacheco, colaborador da Federação dos Trabalhadores Aposentados e Pensionistas do Rio Grande do Sul (Fetapergs), orienta que qualquer trabalhador comece a pensar pelo menos dez anos antes na sua aposentadoria. Isso porque ela representará uma redução de 30% na renda familiar do homem e de 40% para as mulheres, quando se fala em tempo de serviço _ para a ala feminina, ela acontece cinco anos mais cedo.
_ O trabalhador pode fazer uma simulação do valor do benefício. Basta agendar no INSS _ comenta.
Como nem sempre o valor da Previdência Social dará conta do recado, há quem opte pelas previdências privadas ou por fazer uma poupança. Se for fazer esta última, na opinião de Celso, o ideal é separar entre 10% e 20% da renda, todos os meses, para fazer uma reserva.
O economista Celso Pacheco, colaborador da Federação dos Trabalhadores Aposentados e Pensionistas do Rio Grande do Sul (Fetapergs), orienta que qualquer trabalhador comece a pensar pelo menos dez anos antes na sua aposentadoria. Isso porque ela representará uma redução de 30% na renda familiar do homem e de 40% para as mulheres, quando se fala em tempo de serviço _ para a ala feminina, ela acontece cinco anos mais cedo.
_ O trabalhador pode fazer uma simulação do valor do benefício. Basta agendar no INSS _ comenta.
Como nem sempre o valor da Previdência Social dará conta do recado, há quem opte pelas previdências privadas ou por fazer uma poupança. Se for fazer esta última, na opinião de Celso, o ideal é separar entre 10% e 20% da renda, todos os meses, para fazer uma reserva.
Cabeça também muda
A primeira preocupação de quem se aposenta costuma ser financeira. Porém, trabalhar o psicológico para enfrentar a grande mudança que ocorrerá quando a pessoa não tiver mais a rotina do emprego pela frente é fundamental.
Especializada em pesquisar o envelhecimento, a psicóloga e professora da PUC-RS Irani Argimon explica que acontecem três tipos de fenômenos com os aposentados: há aqueles que seguem trabalhando, existem os que ocupam o tempo livre com atividades prazerosas, planejadas desde a idade adulta jovem, e os que não estão preparados para parar. São os trabalhadores que pensam que tudo será prazeroso depois da aposentadoria, porém, quando acontece, é como se tivessem puxado um tapete de baixo de seus pés.
Especializada em pesquisar o envelhecimento, a psicóloga e professora da PUC-RS Irani Argimon explica que acontecem três tipos de fenômenos com os aposentados: há aqueles que seguem trabalhando, existem os que ocupam o tempo livre com atividades prazerosas, planejadas desde a idade adulta jovem, e os que não estão preparados para parar. São os trabalhadores que pensam que tudo será prazeroso depois da aposentadoria, porém, quando acontece, é como se tivessem puxado um tapete de baixo de seus pés.
Para evitar isso, a psicóloga adverte que é importante manter um grupo de amigos ao longo da vida e ter a família presente. Além disso, buscar habilidades adormecidas - trabalhos manuais e fotografia, por exemplo - para se ocupar.
- É preciso um tempo para que a pessoa possa elaborar a perda que sofreu com a falta do trabalho e a renda menor. Mas redescobrir aptidões ou apostar em coisas novas são caminhos para dar continuidade à vida - afirma.
Fonte: Blog Espaço do Trabalhador do ClicRBS

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