sexta-feira, 17 de maio de 2013

Brasileiro é desleixado com sua Aposentadoria.

Segundo o Indicador Serasa Experian de Educação Financeira do Consumidor, 48% dos brasileiros não fazem nenhum tipo de investimento para sua aposentadoria.
O índice inaugurado nesta semana pelo Serasa é um dos únicos indicadores do nível de educação financeira da população brasileira e o maior em termos de abrangência e nível de detalhes. Para chegar aos resultados do estudo, foram consultadas 2.002 pessoas em 142 cidades de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal no primeiro trimestre de 2013.
A pesquisa mostrou que a contribuição à previdência social - ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) - é o único tipo de investimento para a aposentadoria para 42% dos entrevistados. E apenas 5% combinam a contribuição ao INSS com um plano de previdência privada.
Uma parcela ainda menor, correspondente a 2% dos entrevistados, possui a previdência privada como única forma de acumulação de patrimônio para a aposentadoria.
Cerca de 3% dos entrevistados não souberam ou se recusaram a responder se possuem algum tipo de poupança para a aposentadoria.
Celso Matos, pesquisador responsável pelo indicador da Serasa, afirma que o desleixo do brasileiro em relação à sua aposentadoria pode ser explicado pelo imediatismo com que ele lida com suas decisões financeiras.
 
Segundo ele, existe uma orientação muito forte ao curto prazo, em detrimento do longo prazo. "O brasileiro pensa que a aposentadoria vai demorar a chegar e acaba priorizando tudo o que quer consumir hoje, independentemente das consequências disso no longo prazo", comenta Matos.
Os dados divulgados pelo Serasa destacam a falta de planejamento do brasileiro, questão que tem sido bastante discutida por especialistas em aposentadoria.
E mesmo quem investe pensando no longo prazo muitas vezes planeja sua aposentadoria da forma errada. Alguns dos equívocos mais comuns são considerar que a aposentadoria durará apenas 10 ou 20 anos, acreditar que os gastos vão diminuir futuramente e investir sem calcular o real efeito da inflação.

Fonte Site Exame.com

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Notícias do Setor Previdenciário.

 
Os brasileiros preveem que sua aposentadoria durará 23 anos, mas acreditam que suas economias acabarão em 12 anos, ou seja, 11 anos antes do tempo que consideram que permanecerão aposentados. Essa constatação foi feita a partir de uma pesquisa do HSBC sobre aposentadoria realizada com 15 mil pessoas de 15 países, sendo mais de mil entrevistados brasileiros.
Segundo a pesquisa, o brasileiro começa a economizar para a aposentadoria quatro anos antes da média mundial, mas 64% dos entrevistados nunca pouparam para a aposentadoria.
Pelo estudo também é possível dizer que os brasileiros se preocupam mais com o curto prazo do que com o longo prazo. Se tivessem que escolher entre poupar para as férias ou guardar o dinheiro para a aposentadoria, 49% afirmaram que escolheriam economizar para as férias, 43% poupariam para a aposentadoria e 8% não souberam responder.
Aproximadamente 59% consideram inadequada sua preparação para a aposentadoria; 41% declararam que não fazem o suficiente; e 19% admitiram que não estão nem se preparando.
Uma parcela de 38% dos entrevistados afirma que poupa regularmente. Dentre os que nunca pouparam para a aposentadoria, 42% justificam que não o fazem por causa do alto custo de vida e 24% responderam que não poupam porque nunca pensaram nisso.
Quando chegar a hora
Os brasileiros acreditam que poderão viver confortavelmente durante a aposentadoria com 70% da sua renda atual.
Ao se aposentar, 51% dos brasileiros disseram que pretendem passar mais tempo com a família e os amigos e 50% afirmaram que irão viajar. Questionados sobre os receios na aposentadoria, as principais preocupações mencionadas foram ter condição para pagar assistência médica e as dificuldades financeiras e parte dos entrevistados também disse que se preocupa em ter problemas de saúde.
O receio de dificuldades financeiras é o principal motivo para poupar para a aposentadoria segundo 45% dos entrevistados. E 22% dos entrevistados também disseram que poupam pela percepção de uma baixa qualidade de vida de familiares já aposentados.
Planejamento financeiro
A pesquisa também abordou os temas planejamento financeiro e consultoria profissional. Segundo os resultados, 42% dos entrevistados pouparam mais depois de começar a se planejar, seja formal ou informalmente, sendo que entre os que tiveram assessoria profissional, a porcentagem sobe para 58%.
A previdência pública é considerada por 37% dos entrevistados uma importante fonte de renda na aposentadoria. Em média, as pessoas ouvidas pelo estudo consideram que a previdência pública comporá 31% de sua renda na aposentadoria.
 
Despreparo no Brasil e no mundo
O estudo do HSBC revelou que a falta de planajeamento não é um problema apenas entre os brasileiros. Segundo a pesquisa, quase metade dos entrevistados em 15 países não está preparada para enfrentar sua aposentadoria de maneira adequada. E alguns dos países com maior renda no mundo, como o Reino Unido, a França, o Canadá e a Austrália são os menos preocupados com a aposentadoria.
Fonte: Exame.com
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sexta-feira, 3 de maio de 2013

Notícias do Setor Previdenciário.


Brasília - Os segurados da Previdência Social com 55 anos de idade ou mais que se aposentarem entre dezembro deste ano e novembro de 2013 serão beneficiados pelo fator previdenciário. Pela primeira vez em dez anos, o fator determinará pequeno aumento no valor da aposentadoria, decorrente da aplicação da tábua de mortalidade de 2011, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A aposentadoria terá aumento mensal de R$ 5 a R$ 100 em relação aos valores praticados até agora pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O diretor da Conde Consultoria Atuarial, Newton Conde, fez os cálculos dos novos benefícios. “A média vai ficar mais próxima dos R$ 5 do que dos R$ 50. O maior aumento é para quem se aposentar aos 80 anos. Esse deverá receber algo próximo de R$ 100 a mais", explica.
Com os números do censo demográfico mais recente, o IBGE faz todos os anos uma estimativa para a expectativa de vida do brasileiro. O fator previdenciário utiliza a estimativa para prever por quanto tempo o benefício será pago. Quanto maior a expectativa de vida, menor o benefício. No novo cálculo, as pessoas com idade entre 40 e 48 anos ganharam cerca de um mês de expectativa de vida. As que estão entre 55 e 80 anos, faixa etária da maioria das aposentadorias, tiveram redução entre um mês e um ano.
Apesar do aumento do fator previdenciário, o Sindicato dos Aposentados mantém a posição contrária à aplicação da regra. Segundo o presidente, João Batista Inocentini, o fator “serve para reduzir o benefício daqueles que contribuíram o tempo necessário, que começaram a trabalhar mais cedo. É uma regra injusta".

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quinta-feira, 2 de maio de 2013

Fique por Dentro...

 
Aposentadoria por idade
Têm direito ao benefício os trabalhadores urbanos do sexo masculino a partir dos 65 anos e do sexo feminino a partir dos 60 anos. Os trabalhadores rurais podem pedir aposentadoria por idade com cinco anos a menos: a partir dos 60 anos, homens, e a partir dos 55 anos, mulheres.
Para solicitar o benefício, os trabalhadores urbanos inscritos na Previdência Social a partir de 25 de julho de 1991 precisam comprovar 180 contribuições mensais. Os rurais têm de provar, com documentos, 180 meses de atividade rural.
 
Aposentadoria por tempo de contribuição
Pode ser integral ou proporcional. Para ter direito à aposentadoria integral, o trabalhador homem deve comprovar pelo menos 35 anos de contribuição e a trabalhadora mulher, 30 anos. Para requerer a aposentadoria proporcional, o trabalhador tem que combinar dois requisitos: tempo de contribuição e idade mínima.
Os homens podem requerer aposentadoria proporcional aos 53 anos de idade e 30 anos de contribuição, mais um adicional de 40% sobre o tempo que faltava em 16 de dezembro de 1998 para completar 30 anos de contribuição.
As mulheres têm direito à proporcional aos 48 anos de idade e 25 de contribuição, mais um adicional de 40% sobre o tempo que faltava em 16 de dezembro de 1998 para completar 25 anos de contribuição.


Fator previdenciário
É aplicado para cálculo das aposentadorias por tempo de contribuição e por idade, sendo opcional no segundo caso. Criado com o objetivo de equiparar a contribuição do segurado ao valor do benefício, baseia-se em quatro elementos: alíquota de contribuição, idade do trabalhador, tempo de contribuição à Previdência Social e expectativa de sobrevida do segurado (conforme tabela do IBGE).
Na aplicação do fator previdenciário, serão somados ao tempo de contribuição do segurado:
- Cinco anos para as mulheres.
- Cinco anos para os professores que comprovarem efetivo exercício do magistério no ensino básico, fundamental ou médio.
- Dez anos para as professoras que comprovarem efetivo exercício do magistério no ensino básico, fundamental ou médio.
*Para conferir a tabela, acesse: www.previdencia.gov.br/conteudoDinamico.php?id=182.

Previdência privada
Também é possível fazer um plano de previdência complementar, além do INSS. Ele proporciona ao trabalhador um seguro previdenciário a mais, conforme sua necessidade e vontade. Além da aposentadoria, o participante normalmente tem à disposição proteção contra riscos de morte, acidentes, doenças, invalidez etc.
Existem dois tipos de previdência complementar: a previdência aberta e a previdência fechada. Ambas funcionam de maneira simples: durante o período em que você estiver trabalhando, paga todo mês uma quantia de acordo com a sua disponibilidade. O saldo acumulado poderá ser resgatado integralmente ou recebido mensalmente, como uma pensão ou aposentadoria tradicional.
* Algumas empresas oferecem a alternativa, bem como alguns sindicatos. Informe-se junto à entidade de classe da sua categoria.

Fonte: Espaço do Trabalhador


segunda-feira, 29 de abril de 2013

Dicas Importantes na hora de Aposentar-se.

 
Estar preparado para a hora de parar é fundamental. Mas não estamos falando somente na parte financeira: o psicológico também precisa ser trabalhado para evitar a depressão.
Medo, alívio. Os sentimentos se misturam quando se pensa a respeito da aposentadoria. Quem tem mais tempo até o período de parar de trabalhar geralmente não se preocupa com o que será do futuro. Mas a verdade é que aqueles que se planejam desde cedo conseguem se organizar muito melhor para manter a renda que tinham enquanto trabalhavam.
O economista Celso Pacheco, colaborador da Federação dos Trabalhadores Aposentados e Pensionistas do Rio Grande do Sul (Fetapergs), orienta que qualquer trabalhador comece a pensar pelo menos dez anos antes na sua aposentadoria. Isso porque ela representará uma redução de 30% na renda familiar do homem e de 40% para as mulheres, quando se fala em tempo de serviço _ para a ala feminina, ela acontece cinco anos mais cedo.
_ O trabalhador pode fazer uma simulação do valor do benefício. Basta agendar no INSS _ comenta.
Como nem sempre o valor da Previdência Social dará conta do recado, há quem opte pelas previdências privadas ou por fazer uma poupança. Se for fazer esta última, na opinião de Celso, o ideal é separar entre 10% e 20% da renda, todos os meses, para fazer uma reserva.

Cabeça também muda

A primeira preocupação de quem se aposenta costuma ser financeira. Porém, trabalhar o psicológico para enfrentar a grande mudança que ocorrerá quando a pessoa não tiver mais a rotina do emprego pela frente é fundamental.
Especializada em pesquisar o envelhecimento, a psicóloga e professora da PUC-RS Irani Argimon explica que acontecem três tipos de fenômenos com os aposentados: há aqueles que seguem trabalhando, existem os que ocupam o tempo livre com atividades prazerosas, planejadas desde a idade adulta jovem, e os que não estão preparados para parar. São os trabalhadores que pensam que tudo será prazeroso depois da aposentadoria, porém, quando acontece, é como se tivessem puxado um tapete de baixo de seus pés.

Para evitar isso, a psicóloga adverte que é importante manter um grupo de amigos ao longo da vida e ter a família presente. Além disso, buscar habilidades adormecidas - trabalhos manuais e fotografia, por exemplo - para se ocupar.

- É preciso um tempo para que a pessoa possa elaborar a perda que sofreu com a falta do trabalho e a renda menor. Mas redescobrir aptidões ou apostar em coisas novas são caminhos para dar continuidade à vida - afirma.
 
 
Fonte: Blog Espaço do Trabalhador do ClicRBS